quarta-feira, 30 de abril de 2014

Tribunal Central revoga sentença do Funchal sobre prova para professores contratados

O Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) tinha ganho a providência cautelar na 1.ª instância.
Por EMANUEL SILVA
O Tribunal Central Administrativo Sul (TCAS) julgou procedente o recurso interposto pelo Ministério da Educação e revogou a sentença cautelar proferida no Funchal em Dezembro de 2013 contra a realização, a 18 de Dezembro de 2013, da prova de avaliação para professores contratados.
A decisão do TCAS é de 24 de Abril último.
Recorde-se que, a 18 de Dezembro de 2013, 39 dos 48 docentes contratados inscritos para a prova de avaliação na Madeira realizaram o teste “dentro da normalidade”, apesar do deferimento da providência cautelar apresentada pelo Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) junto do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) do Funchal.
Refira-se que a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou, a 17 de Dezembro de 2013, que o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) do Funchal havia deferido a providência cautelar interposta por sindicatos para impedir a realização da prova porque a consideram “ilegal”.
No dia seguinte, a 18 de Dezembro de 2013, o Ministério da Educação começou por dizer que não havia recebido qualquer citação do TAF do Funchal relativa a esta providência cautelar, mas a meio da manhã, já depois de ter arrancado a prova, acabou por confirmar publicamente a receção do documento, adiantando ter entregado a resolução fundamentada antes da hora marcada para início da prova.
Em todo o país, mais de 13 mil professores estiveram convocados para realizar a prova de avaliação de conhecimentos decretada pelo Governo para os professores contratados com menos de cinco anos de serviço, contestada pelos sindicatos e pela classe docente em vários tribunais do país.
Segundo o acórdão do TCAS a sentença proferida no Funchal foi revogada porque não estavam reunidos os três requisitos indispensáveis (cumulativos) para o deferimento da providência.
"A restrição de acesso à profissão configurada na prova de avaliação constitui uma limitação teleologicamente vinculada ao interesse público da qualidade do ensino público, não configurando, por isso, qualquer violação do princípio da proibição do excesso na vertente da proporcionalidade, nos termos expostos em sede de ponderação do interesse público e dos interesses privados em presença", sumaria o acórdão a que o 'Domínio Público' teve acesso.

Paulo Casaca, apoiado pelo PDA para o Parlamento Europeu, está na Madeira

Candidato pela coligação 'A nossa Europa' visita, esta tarde, a Casa da Europa na Madeira.
Por EMANUEL SILVA

O candidato a deputado ao Parlamento Europeu, oriundo dos Açores e que concorre pela coligação "A Nossa Europa", Paulo Casaca visita hoje, pelas 17,45 horas a Cerne - Casa da Europa da Madeira.
A coligação 'A Nossa Europa' é um movimento de cidadãos independentes liderado por Paulo Casaca e que conta com o apoio do Partido Democrático do Atlântico (PDA).
Paulo Casaca foi deputado ao Parlamento Europeu entre 1999 e 2009 e é o fundador da Iniciativa para a Reforma do Euro.
Paulo Casaca é licenciado em Economia no Instituto Superior de Economia de Lisboa. Foi docente e diretor do Curso de Organização e Gestão de Empresas da Universidade dos Açores. É mestre em Economia do Desenvolvimento Agrícola, Agroalimentar e Rural pela Universidade de Montpellier.
Já representou o país em várias missões políticas, nomeadamente como Membro do Parlamento Europeu pelo PS durante 10 anos, entre 1999 e 2009, em representação da Região Autónoma dos Açores na Comissão de Controlo Orçamental (Vice-Presidente entre 2002-2004), na Comissão para os desafios políticos e os meios orçamentais de uma Europa alargada 2007 – 2013 e na Comissão das Pescas (2004 a 2009). No mandato de 2004 a 2009, um estudo da Parlorama considerou-o o deputado português mais ativo no Parlamento Europeu e o terceiro mais ativo em todo o parlamento.
Nos últimos meses, Paulo Casaca publicou um relatório redigido pelo próprio sobre as modificações necessárias ao sistema económico e monetário europeu – “Euro Reform 2014: uma proposta para a reforma do Euro”. Na sequência desta publicação considerou necessário iniciar um movimento civil que defendesse as reformas essenciais sob a forma de “A Iniciativa para a Reforma do Euro”, fundada numa conferência a 29 de Janeiro de 2014, aceitando por isso ser o cabeça de lista da coligação “A Nossa Europa”.

Da perda de Vasco Graça Moura às mortes antecipadas

OPINIÃO
Por LUÍS ROCHA


A recente morte de Vasco Graça Moura, amplamente noticiada nos mais diversos meios de comunicação social, suscitou-me algumas reflexões. Sobre os que partem e os que ficam. E sobre o caminho que alguns dos que ficam têm de trilhar.
VGM (como era por vezes referido) é uma personagem que, em vida, suscitou a simpatia e o respeito de muitos (entre os quais me incluo) mau grado alguns defeitos, dos quais o mais notório era o de, politicamente, ter sido sempre um cavaquista impenitente.
Apesar da grave imperfeição que representa a admiração nutrida por esse homem de Boliqueime que ainda hoje nos assombra do lugar mais cimeiro da Nação, o espírito de VGM assumia-se como uma verdadeira cornucópia da qual saíram, ao longo dos anos, inúmeras acções e propostas de cariz cultural sólido e de qualidade inquestionável. Tantas e tão ambiciosas que por vezes despertavam as mais ridículas suspeitas e desagrados. Escrevo este singelo texto tendo ao meu lado sobre a secretária a monumental obra de tradução que é 'A Divina Comédia', de Dante Alighieri (Bertrand, 1995). Tradução essa que VGM empreendeu, a par de obras de Petrarca e de Shakespeare, nos intervalos das suas múltiplas actividades. E recordo quando, anos atrás alguém que conhecia, a estudar numa Faculdade de Letras, me perguntava qual a minha opinião sobre a qualidade da mesma, dado que certos dos seus professores universitários a questionavam.
Independentemente do conhecido chavão do 'tradutor traidor', que inevitavelmente, no acto de traduzir, faz com que se percam certos efeitos do original, a questão é risível. Basta pegar neste livro, ainda por cima bilingue, com a tradução portuguesa dos Cantos apresentada sempre na página ao lado do original italiano, para perceber quanto os críticos se afundavam no ridículo. O trabalho empreendido é genial. E nele o tradutor, permitindo-se apenas algumas liberdades interpretativas, consegue a proeza de manter sempre a rima, algo realizável apenas à custa do conhecimento profundíssimo e do domínio total de um extenso e impressionante vocabulário.
Porque recordo, agora e desta maneira, apenas um fragmento da extensa contribuição de Vasco Graça Moura para a Cultura em Portugal, ele que, além de tradutor, foi poeta, escritor, dramaturgo, político, gestor? Apenas porque já sinto a sua falta. E não por especiais afinidades. Os nossos contactos, que foram vários, mantiveram-se apenas no domínio profissional. Como jornalista, entrevistei-o mais de uma vez para o Diário de Notícias da Madeira, de onde fui removido em Agosto do ano passado, no âmbito de um processo de despedimento colectivo que indubitavelmente, na óptica dos responsáveis, terá servido para melhorar a qualidade da edição. Era um cavalheiro, dono de enorme bagagem cultural e singular polivalência criativa e não só, um senhor educadíssimo mas muito acessível. A primeira vez que o entrevistei foi em Lisboa, já há uns belos anos, tinha então a seu cargo a gestão do Serviço de Bibliotecas da Fundação Calouste Gulbenkian. Seguiram-se vários contactos já no Funchal, onde se tornou presença assídua nas Feiras do Livro com o selo de qualidade de Maria Aurora, cuja ausência hoje em dia se faz sentir como nunca.
Sinto já a falta de VGM porque hoje me interrogo, como fiz com Maria Aurora, sobre quem o poderá substituir. E respondo automaticamente a mim mesmo o que sei: ao contrário do que diz o vulgo, todos são insubstituíveis, particularmente certos indivíduos de determinada estatura humana e cultural. Ninguém substituirá VGM a nível nacional, tal como ninguém consegue substituir no nosso meio Maria Aurora. E tal como ninguém consegue ocupar os lugares de outros que já conheci: José Cardoso Pires, António Alçada Baptista, José Saramago, João Aguiar e outros que entretanto nos deixaram.
Mesmo assim, e é este o cerne da minha reflexão, a ‘sorte’ de VGM e de outros da mesma estirpe é, ironicamente, terem efectivamente morrido. Assim ascendem de imediato, no nosso imaginário tradicional bem português, a um estatuto de respeitabilidade intocável. Por outro lado, VGM não se poderia queixar. Recebeu ainda em vida numerosas distinções, facto que não sei se se verificaria, não fosse a sua vida pública na área da política e enquanto comentador nos jornais da actualidade do país. De qualquer modo, o seu destino pode revelar-se preferível ao de outras figuras notáveis da cena cultural nacional, que se vêm hoje em dia esquecidas e ‘substituídas’ por figurinhas, para não dizer cromos. Estes últimos são autores que uma elite muito pequena de críticos interesseiros classifica hoje em dia como notáveis. Animam muitas celebrações festivaleiras inclusive no nosso meio, o qual olham com o desprezo e a condescendência de quem vai à província; mas, comparativamente à geração que os antecedeu, são como anões lado a lado com gigantes.
Há dias, no ‘Público’, surgiu uma fotografia que me suscitou esta comparação. Mostrava Vasco Graça Moura na companhia de Pedro Tamen, Alberto Pimenta, Alexandre O’Neill e Eugénio de Andrade. Outra apresentava-o com David Mourão-Ferreira. Quem se lembra hoje em dia destes homens? Nos jornais ainda há críticos, jornalistas que saibam quem são?

Não é preciso buscarmos muito longe para encontrarmos um exemplo desse execrável esquecimento, e em vida e de plena posse das suas faculdades. José Agostinho Baptista é um poeta português maior, e, como Herberto Helder, nosso conterrâneo. A riqueza da sua linguagem vem directamente do coração. A genuinidade da sua estatura cultural é inatacável, a sua obra vasta, sólida. Quando ocorreu a sua última referência na imprensa nacional? Depois de ter vindo viver para a Madeira, parece ter ficado ‘fora de moda’; os seus livros entretanto publicados não mereceram a distinção da apreciação construtiva nos média do país, entretanto fascinados por outros nomes mais ‘modernos’, que toda a gente diz serem grandes escritores e poetas porque sim. Será que ainda há leitores que se lembrem do passado e cultivem o dom da comparação? Cada época tem os seus expoentes, e há sem dúvida bons escritores hoje em dia no nosso país, mas a maioria dos realmente bons está em guetos, não em festivais literários. E muitos dos realmente bons não são miúdos algo imberbes e arrogantes, com piercings ou gravatinhas borboleta. São homens e mulheres de quem ninguém se lembra porque geralmente não buscam a luz dos holofotes. Homens e mulheres como José Agostinho Baptista, Mário Cláudio, João Rui de Sousa, José Viale Moutinho ou – ocorre-me – António Rebordão Navarro ou Ana Teresa Pereira. Esta última, também madeirense e residente na ilha, dona de uma obra única, inconfundível pela marca de água, recheada de referências culturais linguísticas, pictóricas, simbólicas, marcada pela influência anglo-saxónica. Alguém ainda se lembra desta gente? Ainda não morreram, mas alguns já vão desistindo de escrever, de intervir. Também quase já lhes sinto a falta. Lembrar-se-ão as pessoas deles na hora da morte como de VGM? E terá o público ainda então a ilusão de que são substituíveis?

terça-feira, 29 de abril de 2014

Estoril quer contratar Danilo Dias


Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

Depois do Braga, agora é a vez do Estoril mostrar interesse na contratação de Danilo Dias, apurou o Domínio Público. Proposta deverá ser apresentada dentro de dias.

O Estoril quer contratar Danilo Dias que termina o contrato com o Marítimo no final desta época, passando, assim, a ser um jogador livre. O interesse, segundo apurámos, já foi manifestado, sendo que a proposta deverá ser apresentada em breve ao avançado.

A equipa de Lisboa junta-se ao Braga na corrida pelo ainda atleta verde-rubro que, por agora, ainda não recebeu qualquer proposta para renovar o contrato pelo Marítimo. Danilo, sabe o Domínio Público, sempre deu preferência aos madeirenses, mas o que é certo é que até agora não foi manifestado interesse da parte do Marítimo na continuidade do atleta.

Estoril ou Braga. Um destes poderá ser o destino de Danilo Dias na próxima época. O jogador de 28 anos sempre quis continuar em Portugal, depois de quatro épocas na Madeira a representar o Marítimo.

Assembleia da Madeira recruta 'porteiros de discoteca'...vacinados

OPINIÃO
EMANUEL SILVA
Acaba de ser publicado no Jornal Oficial (JORAM de ontem, II Série, 28 de Abril) um aviso que dá conta de um concurso de recrutamento de três novos funcionários para a Assembleia Legislativa da Madeira (ALM).
Curiosos são os requisitos exigidos para recrutar os três 'Técnicos de apoio parlamentar'.
Uma das exigências (leia bem) é "possuir robustez física e o perfil psíquico indispensáveis ao exercício das funções".
Ter 18 anos completos e "ter cumprido as leis de vacinação obrigatória" são outros dos requisitos.
Estou solidário com as exigências! Não é fácil trabalhar numa "casa de loucos", como alguém apelidou...

Assalto que levou à morte julgado a 30 de Maio em São Vicente

Os dois arguidos agrediram e roubarem um octogenário em Agosto de 2012.

Por EMANUEL SILVA
O Tribuanl de São Vicente agendou para 30 de Maio, às 9h30, o arranque do julgamento de dois homens que estiveram na origem de uma morte após um assalto violento no sítio do Rosário, São Vicente.
O caso remonta a meados de Agosto de 2012 quando um octogenário, residente no  sítio do Rosário, concelho de São Vicente foi violentamente assaltado.
Dias depois, a Polícia Judiciária (PJ) do Funchal deteve os dois homens fortemente indiciados pela prática de um crime de homicídio qualificado na forma tentada.
Aquando da detenção, a vítima ainda se encontrada internado nos cuidados intensivos do Hospital. Viria a morrer cerca de dois meses depois, em finais de Outubro de 2012.
O comunicado de imprensa divulgado a 16 de Agosto de 2012 pela PJ dava conta que a violência teria sido imposta ao idoso, que vivia só, num contexto de roubo, perpetrado entre o final da noite de sexta-feira e o início da madrugada de sábado.
Os dois indivíduos, ambos com 36 anos, ter-se-ão introduzido através de arrombamento no interior da residência da vítima, localizada no sítio das Fontes, nas imediações da Igreja do Rosário, onde se deram as violentas agressões.
Os indivíduos terão conseguido apoderar-se de cerca de mil euros, que o idoso tinha guardado em casa, tendo posteriormente se colocado em fuga.
O primeiro alerta da situação foi dado cerca das 10h45 da manhã de sábado por um vizinho da vítima, que ao constatar o estado grave em que esta se encontrava, solicitou a presença dos Bombeiros Voluntários de São Vicente e Porto Moniz.
Os primeiros socorros foram prestados ainda no local, tendo posteriormente o octogenário sido transportado ao serviço de urgência do Centro de Saúde de São Vicente.
No entanto, dada a gravidade das lesões apresentadas, a vítima seguiu para o Hospital Dr. Nélio Mendonça, onde ficou internada no serviço de cuidados intensivos até morrer.
Um dos suspeitos é vizinho da vítima, o outro reside também no concelho. Um deles é jardineiro, o outro estava desempregado.
Após a detenção, os arguidos foram presentes ao juiz de instrução, no Tribunal de São Vicente, tendo-lhes sido aplicadas -ainda não se sabendo que a vítima tinha morrido-, a medida de coacção de apresentações periódicas, três vezes por semana.
No processo que corre no Tribunal de São Vicente e que será julgado em Tribunal Colectivo, o autor é o Ministério Público. O falecido chamava-se Fernando da Silva Brazão. É interveniente acidental o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, I. P.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Equipa B do Marítimo em risco de descer de divisão


Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

Marítimo B só está dois pontos acima de um lugar de descida e nas últimas duas jornadas vai jogar com o líder (Moreirense) e vai à casa do Benfica B, que está no quarto lugar.

A derrota com o Braga B na última jornada e a vitória do Atlético sobre o Feirense veio colocar o Marítimo B numa posição muito delicada no que respeita à manutenção na Liga2 Cabovisão.

Os verde-rubros têm 42 pontos, só mais dois do que o Atlético, e, pior ainda, têm duas últimas jornadas com adversários muito complicadas. Assim, na próxima jornada, no domingo, às 16 horas, o Marítimo B recebe o Moreirense, que é, nada mais nada menos, do que o líder do campeonato. Nessa mesma jornada o Atlético vai à casa da Oliveirense (19º classificado).

Por fim, na última jornada, o Marítimo B acaba o campeonato em Lisboa frente ao Benfica B, atual 4º classificado, e o Atlético recebe o Porto B (2º classificado.)

Nos últimos dois jogos a equipa B foi reforçada com muitos elementos da equipa principal, mas os resultados não apareceram. Olhando à conjuntura das últimas duas jornadas, a tarefa dos verde-rubros liderados por Ivo Vieira não se afigura fácil, pese embora os madeirenses estejam com mais dois pontos do o Atlético.

Projeto mais difícil em caso de descida
Tendo em conta o crescente aproveitamento dos recursos da equipa B feito pelo Marítimo, política seguida há largos anos e com tendência a crescer cada vez mais face às dificuldades financeiras, uma eventual descida ao Campeonato Nacional de Seniores, poderia ter implicações negativas em todo o projeto formativo verde-rubro, já que desta forma iria ser mais difícil captar jovens talentos, olhando ao facto de a prova ser pouco apelativa.

Recorde-se, contudo, que antes da integração das equipas B´s na Segunda Liga, o Marítimo foi o único clube em Portugal que manteve o projeto, tendo estado largos anos na então II Divisão Nacional, sempre com sucesso já que foram muitos os jogadores que subiram ao plantel principal.

Burla com seguros julgada a 16 de Maio

No banco dos réus, em Santa Cruz, deverão sentar-se duas irmãs, de 47 e 50 anos
 
Por EMANUEL SILVA

Depois de sucessivos adiamentos, a nova data para o arranque do julgamento de duas ex-mediadoras de seguros, acusadas de 11 crimes de burla, está marcado para 16 de Maio, às 9h15, no Tribunal de Santa Cruz.
São arguidas duas irmãs, de 47 e 50 anos, num processo que remonta a 2008.
Segundo o Ministério Público (MP), as arguidas "congeminaram um plano" para se apropriarem de dinheiro de terceiros com os quais mantinham uma relação de familiaridade, confiança ou amizade.
O esquema passaria por convencer os agora lesados a adquirir produtos financeiros da seguradora "com base numa falsa promessa de que, desse modo, obteriam um bónus em numerário" ou de "taxas de juros elevadas, sempre superiores a 5%".
As propostas de seguro que entregavam aos clientes para aquisição de produtos financeiros da companhia não constituíam o contrato final, mas apenas uma mera proposta, cabendo à seguradora emitir o recibo e respectivo contrato.
O MP relata 11 casos de pessoas que foram lesadas em cerca de 250 mil euros.
Para o MP, as arguidas enganaram os queixosos "valendo-se das funções profissionais que exerciam por conta e ao serviço da companhia" como mediadoras e agentes de seguros.
"As arguidas actuaram sempre no quadro de uma única solicitação externa em relação a cada um dos ofendidos, que as levaram a prosseguir a sua conduta durante vários meses e, nalguns casos, anos, com base numa suposta situação de impunidade, por falta de fiscalização e promessa de um determinado número de anos, normalmente cinco anos, é que iriam receber tais vantagens", acrescenta o MP.
A seguradora constituiu-se assistente no processo.
Há 14 lesados identificados no processo.

domingo, 27 de abril de 2014

«O futuro passa por voltar ao FC Porto»


Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

Djalma chegou bem jovem à equipa B do Marítimo em 2006 contratado ao Alverca e não tardou até dar o salto para o plantel principal. Sebastião Lazaroni foi o grande responsável pela afirmação do extremo que depois de cinco épocas na Madeira rumou ao FC Porto. Numa entrevista exclusiva ao Domínio Público, o internacional angolano fala do que falhou nos dragões, mas, por ter ainda mais um ano de contrato, acredita que poderá voltar a ser aposta. Djalma também não fechou as portas a um possível regresso ao Marítimo.

- Chegou pela primeira vez à Madeira com destino à equipa B do Marítimo em 2006 e não tardou até que "saltasse" para a equipa principal. Recorde-nos essa transição.
- Quando cheguei ao Marítimo B era o João Luís o treinador. Ao principio foi difícil como qualquer mudança. Fiz alguns jogos na equipa B e o treinador principal, que era Ulisses Morais, começou a dar-me oportunidade de ir fazendo com alguma regularidade treinos com a equipa A. Até que chegou Alberto Pazos, que foi quem me deu a oportunidade de me estrear na Primeira Liga Portuguesa.

- Na época seguinte, com Lazaroni, já fez alguns jogos na Liga, mas foi mesmo na temporada seguinte que "explodiu", tendo marcado 6 golos no campeonato e feito muitas assistências. As duas épocas seguintes foram então de confirmação. Como foram esses anos no Marítimo?
- Posso dizer que Sebastião Lazaroni foi peça determinante na minha afirmação no Marítimo. Sempre acreditou no meu valor e, com merecimento, foi me dando oportunidades! As épocas no Marítimo foram muito boas! Sendo novo tive a oportunidade de aprender com grandes profissionais que por ali passaram! Sempre lutámos para lugares europeus, por isso havia muita ambição em todos os grupos de trabalho!

- Quais foram as melhores recordações que guardou do Marítimo?
 - Tenho grandes recordações do Marítimo, por isso é difícil dizer apenas algumas. Estive cinco anos no Marítimo e lá me tornei profissional e aprendi muito para a vida!

- Quando acabou o contrato não quis renovar pelo Marítimo, e depois de ter rejeitado uma proposta do Sporting, rumou ao FC Porto com um contrato de cinco épocas. Na primeira temporada, tudo lhe correu bem mas na segunda deixa de ser opção. O que se passou?
-É verdade que acreditava que pudesse ter mais espaço depois da uma época ter corrido bem. Mas assim não foi, quando o treinador me informou que iria ter menos oportunidades, que seria mais difícil ir ao jogos, mesmo sem a Liga ter começado! Entendemos que seria melhor outra solução de forma a que pudesse dar continuidade ao que gosto de fazer, que é estar dentro das quatro linhas.

 - Qual é o sentimento por estar já, pela segunda época consecutiva, na condição de emprestado pelo FC Porto?
- Claro que me sinto triste. Voltar a fazer parte do plantel faz parte da minha ambição!

AS DUAS ÉPOCAS NA TURQUIA

- Como foram as últimas duas temporadas na Turquia, primeiro no Kasimpasa, e depois no Konyaspor?
- No Kasimpasa as coisas correram muito bem, tive a oportunidade de jogar muitos jogos, numa liga nova, numa equipa que tinha subido à Primeira Liga turca e terminámos a época em 6º lugar! Este ano as coisas não começaram tão bem porque demorei a ter colocação. Mas depois as coisas começaram a melhorar. As pessoas do clube dão-me muita confiança e gostam muito do meu futebol!

- O futuro passa por onde?
- O futuro passa por voltar ao FC Porto. Será uma nova temporada e serei informado a tempo de que rumo as coisas irão tomar. Mas o meu desejo e voltar a competir pelo FCP.
 
- Como viu, à distância, a época do FC Porto?
- Sei que na próxima temporada o FCP estará mais forte. E não irá cometer os mesmos erros da época que agora termina.

«OS ADEPTOS DO MARÍTIMO SÃO A ALMA DO CLUBE»

- E a época do Marítimo, o que acha que falhou?
- Acompanhei os resultados. Posso dizer que o Marítimo tem uma equipa forte e que em alguns momentos não teve a sorte do seu lado. Mas sempre apresentou bom futebol.


- Quer deixar uma mensagem aos adeptos do Marítimo?
- Deixo o meu muito obrigado a todos os adeptos do Marítimo e quero dizer-lhes que eles são a alma do clube!!

- Gostava de voltar a jogar no Marítimo?
- Voltar? Eu tenho grandes ligações com a ilha da Madeira. Foi lá que me fiz homem e profissional. Se as coisas se proporcionarem porque não! Sem dúvida alguma que me sentiria em casa!

Pequena Ellie vai viver para a Irlanda

O Tribunal de Família de Faro atribuiu a custódia da filha à mãe.
Por EMANUEL SILVA
O Tribunal de Família e Menores de Faro atribuiu à mãe, Candice Gannon a tutela da filha Ellie cuja custódia esteve a ser disputada entre o empresário de Vilamoura, Filipe Silva, e Candice Gannon.
A mãe reclama vitória depois do juiz Português ter dado razão à sua luta para levar a sua filha Ellie para casa... na Irlanda.
Recorde-se que, em fevereiro de 2013, ao fim de sete meses de desespero, Candice Gannon reencontrou a filha Ellie, agora com 10 anos, que estava em parte incerta desde 31 de Julho de 2012, depois de ter sido levada de férias pelo pai que disputava a custódia judicial da criança.
A avó paterna de Ellie chegou a ser notícia na Madeira. Na manhã do dia 28 de Outubro de 2012, Candice Gannon, mãe de Candice Kelly Silva, então desaparecida desde 31 de Julho de 2012, confrontou a avó paterna de Ellie sobre o paradeiro da menina depois de vê-la na varanda do apartamento onde habitualmente os ‘sogros’ ficavam quando se deslocavam à Madeira, na travessa do Valente.
Com a decisão judicial conhecida a 24 de Abril último, o actual marido de Candice Philip Gannon planeia levar Ellie para Dublin, na próxima semana, após um juiz ordenar que deve ser entregue em Ballsbridge .
O pai de Ellie, Filipe Silva, que enfrenta um julgamento por sequestro e alegado rapto da sua filha há quase dois anos, viu a sua luta pela custódia da filha ser julgada improcedente, embora ainda possa haver recurso.
A decisão de 1.ª instância ‘acusou’ Filipe Silva, de 36 anos, de agir contra os interesses da sua filha. E ‘absolveu’ Candice, de 29 anos, de uma série de ‘acusações’ do seu ex-marido.
O Tribunal levou cerca de sete meses a proferir esta decisão.
"Não posso esperar para ter Ellie de volta ao meus braços novamente. Falei com ela todos os dias por telefone, já que estamos separados, mas só tive quatro chamadas Skype com ela desde dezembro. Tem sido muito difícil para nós dois”, disse a mãe um jornal irlandês.
Ellie estava a morar num hotel, na Madeira com Filipe Silva e a sua mãe desde o retorno forçado de Candice para Dublin com Philip e sua filha Olivia, de três anos.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Empresário de Nuno Rocha acusa Marítimo de mentir


Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

João José Silva, empresário de Nuno Rocha, assegurou ao Domínio Público, que o Marítimo não pode ter acionado a cláusula de opção sobre o jogador porque diz que ela...não existe: «A FIFA aboliu os direitos de opção. As opções já não são válidas!»

«É mentira que o Nuno Rocha vá ficar mais 3 anos no Marítimo!» Corrosivo, o empresário de Nuno Rocha "abriu o livro" ao Domínio Público, contando uma versão completamente diferente do que aquela que tem vindo a ser defendida publicamente pela direção do Marítimo em relação ao contrato do médio de Cabo Verde.

João José Silva é claro: «Não está nada acertado! Para ficar no Marítimo o Nuno tem de assinar o contrato. Aliás, a FIFA aboliu os direitos de opção. As opções já não são válidas!», garantiu o empresário do jogador, indo mais longe: «Se a cláusula fosse válida porque é que o Marítimo quereria renovar o contrato com ele?» O agente esclareceu que o único procedimento que o clube madeirense fez recentemente foi mandar uma carta a Nuno Rocha, com o conhecimento da Liga de Clubes, informando que pretendia prolongar o vínculo com o jogador até 2017.

«Esta carta é um procedimento normal que acontece quando em causa estão jogadores com menos de 23 anos e estão há mais de três anos num clube, como é o caso do Nuno», explicou João José Silva, lembrando que o Marítimo tinha até ao dia 31 de Maio para enviar o documento, tendo, porém, optado por fazê-lo com mais de um mês de antecedência.

Segundo o agente do cabo-verdiano, «ao mandar a carta, e caso o jogador não aceite renovar, o Marítimo vai receber uma compensação financeira relacionada com os anos que o jogador está no clube, caso haja uma transferência para outro sítio.»

«Tanto pode renovar como pode sair»
A proposta de renovação apresentada pelo Marítimo a Nuno Rocha, continua abaixo dos valores pretendidos.
«O salário não se adequa ao que achamos que ele merece por tudo o que já demonstrou e pelo potencial que tem», lamentou o empresário, garantindo que neste momento Nuno Rocha «tanto pode renovar como pode sair. Está 50/50!»

Recorde-se que no início deste mês o Domínio Público revelou que Nuno Rocha tinha rejeitado a proposta de renovação apresentada pelo Marítimo.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Ministério das Finanças com dúvidas em relação ao contrato-programa para os Barreiros

 
Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

O Ministério das Finanças, através da Secretaria do Plano e Finanças, apurou o Domínio Público, fez chegar ao Marítimo uma série de questões sobre o contrato-programa feito com o Governo Regional para o apoio de 2 milhões e meio de euros tendo em vista a conclusão da primeira fase da obra do Estádio dos Barreiros.

Qual a razão para a obra continuar parada se o contrato programa já tem visto do Tribunal de Contas e o consórcio Tecnovia/Zagope ter prometido que com a garantia dos 2 milhões e meio de euros iria recomeçar os trabalhos?

A pergunta a esta resposta está relacionada com um pedido de esclarecimentos adicionais que o Marítimo, inesperadamente, recebeu do Ministério das Finanças por intermédio da Secretaria do Plano e Finanças. As respostas às várias perguntas elaboradas sobre o contrato programa, sabe o Domínio Público, já foram dadas, estando agora o clube verde-rubro à espera de uma resposta definitiva do organismo sobre o assunto.

Declaração surpreendente de Jardim
«Uma coisa é querer ajudar. Outra coisa é poder ajudar.» A declaração de Alberto João Jardim feita esta quinta-feira aos jornalistas, à margem do 8º aniversário do Colégio do Marítimo, e relacionada com as obras no Estádio dos Barreiros, causou surpresa no clube verde-rubro. Tudo porque até agora nunca tinha havido uma indicação clara do executivo de que não haveria apoio do Governo Regional para a conclusão da obra, apesar das atuais dificuldades financeiras. O que, a confirmar-se, torna, por agora, inviável a construção dos novos Barreiros.

O Domínio Público apurou que a declaração do presidente do Governo Regional refere-se aos restantes contratos programa que estavam idealizados para serem divididos em anos, sendo que o já referido apoio de 2 milhões e 500 mil euros tendo em vista a conclusão da primeira fase da obra não deverá estar em risco.

Nuno Gonçalves é o novo coordenador do Ministério Público na Madeira

Nuno António Gonçalves tomou ontem posse e acumulará funções com as de magistrado do MP junto da secção regional da Madeira do Tribunal de Contas.
Por EMANUEL SILVA
Nuno Gonçalves tomou ontem posse na Procuradoria-Geral da República.
O procurador-geral adjunto, Nuno António Gonçalves será o novo coordenador dos serviços do Ministério Público (MP) na Madeira. Sucede à procuradora da República, Isabel Dias que estava no cargo desde Maio de 2011.
Com a comarca única a implementar a partir de Setembro, Nuno Gonçalves irá ser o rosto do MP na Madeira. Do lado da magistratura judicial, já se sabe que o juiz-presidente da nova comarca é o juiz desembargador, Paulo Barreto, indicado pelo Conselho Superior da Magistratura (CSM) num processo algo polémica na escolha dos 23 juízes presidentes das 23 novas comarcas do país.
Nuno António Gonçalves foi designado a 8 de Abril último pelo Conselho Superior do MP (CSMP), através de escrutínio secreto.
As nomeações foram precedidas de concurso de formação para selecção de 50 magistrados do MP coordenadores.
A posse dos novos coordenadores das futuras 23 comarcas foi ontem na Procuradoria-Geral da República com a presença da Ministra da Justiça.
Segundo o despacho de designação, Nuno Gonçalves irá acumular as funções de coordenador da comarca das Madeira com as funções de auditor jurídico do Representante da República e de representante do MP junto da secção regional da Madeira do Tribunal de Contas (TC).
Nuno Gonçalves faz parte, ainda, da secção disciplinar do CSMP.
Em tempos, 2011, chegou a ser suplente nas eleições para o Sindicato dos Magistrados do MP.
Nuno Gonçalves é naturais de Vinhais, no continente, tem 57 anos (nasceu a 3/10/1956) e já passou por vários círculos judiciais entre os quais Bragança, de onde foi promovido a procurador-geral adjunto, a 23 de Outubro de 2013, para assumir funções no TC da Madeira.
Veio substituir no cargo o controverso procurador do MP junto do TC, Varela Martins que saiu da Região após uma troca formal de argumentos com o juiz presidente da secção regional do TC, João Aveiro Pereira.
A situação teve a ver com a ‘censura’ pública de Aveiro Pereira o MP por ter recusado requerer julgamento dos responsáveis do Governo Regional da Madeira por infracções cometidas em matéria de encargos assumidos e não pagos da administração regional directa e indirecta em 2010. Situação que gerou uma inspecção aos serviços do MP junto da secção regional do TC mandada ordenar pela procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal.
Nuno Gonçalves é o procurador que, no TC, está a acompanhar o julgamento de deputados da Assembleia Regional ‘acusados’ de desvio de subvenções parlamentares.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Cinema independente para ver esta semana no 'Madeira Film Festival'

A natureza inspira a 3.ª edição do festival de cinema que decorre até 27 de Abril.
Por EMANUEL SILVA
A terceira edição do Madeira Film Festival (MFF) arrancou com um cocktail de recepção no Hotel Belmond Reid’s Palace. Anteontem houve uma visita à floresta Laurissilva, no Fanal, e um ‘Sunset cocktail’ no Hotel Meliã Madeira Mare.
O festival é publicitado por um canal norte-americano de televisão. Um ‘spot’ de promoção do festival está a passar no Sundance Channel, um dos canais da rede de televisão por cabo e satélite digital AMC, responsável pela série ‘Mad Men’.
Este ano, no MFF serão exibidas 12 curtas-metragens e 18 ‘longas’, de países como México, Reino Unido, Estónia, Alemanha, Estados Unidos e Grécia, no Teatro Municipal Baltazar Dias.
De quarta a domingo haverá quatro sessões de cinema por dia, todas no Teatro Municipal Baltazar Dias, e também um bloco de animação, no dia 23 de Abril, às 16 horas. Os bilhetes para os filmes custam 3 euros.
Ontem aconteceu a abertura oficial do festival, às 18 horas, com um cocktail no Belmond Reid’s Palace, seguido da exibição do filme de estreia do 3.º MFF, a fita ‘Mushrooming’, do estónio Toomas Hussar, no Teatro Municipal, às 21 horas.
O realizador do filme ‘Gaiola Dourada’, Ruben Alves, e os actores Marco d’Almeida, Margarida Marinho e Ivo Canelas são algumas das personalidades que estarão presentes nestes eventos.
Do exterior vêm Andy Heathcote, Heike Batchelier, Costa Kalogiros, Lisa Scott Gordon, Demelza Kooij, Irene Borrego e Eric Steel para ‘workshops’ e painéis de discussão.
O MFF, cuja organização está a cargo da Associação Cultural e Educacional ‘Creative Madeira’, tem como missão alertar e criar consciência mundial para a preservação da natureza, promovendo a floresta Laurissilva, consagrada pela UNESCO Património Mundial Natural da Humanidade.
Na 3.ª edição do MFF há uma oferta de cinema independente inspirada na natureza.
São filmes independentes, curtas e longas metragens e documentários inspirados na natureza. 'Fuck For Forest', de Michal Marczak e 'Post Tenebras Lux', de Carlos Reygadas são duas das mais aguardadas exibições.
Mas há outras apostas como os filmes 'Leviathan', de Lucien Castaing-Taylor e Verena Paravel (vencedor do IndieLisboa 2013); o documentário 'Black Fish', de Gabriela Cowperthwaite; e 'Village to the End of the World', de Sarah Gavron.
Aguardados com alguma expectativa são também as exibições de dois dos melhores documentários portugueses de 2013: 'Batalha de Tabotô', de João Viana e 'Lacrau', de João Vladimiro.
Na edição de 2014, o MFF deu oportunidade a realizadores portugueses de submeterem a concurso curtas-metragens relacionadas com a natureza. É o caso de 'De Mim', do realizador madeirense Carlos Melim, que será exibido na quinta-feira, dia 24 de abril, às 14 horas.
As dez curtas-metragens seleccionadas para o Festival serão exibidas posteriormente numa digressão internacional do 'Madeira Film Festival On The Road', que irá decorrer nos EUA.
Associado ao Festival está o projecto 'Estórias', que pôs os alunos das escolas da Madeira a escrever contos e uma mostra de fotografia inaugurada a 2 de Abril no átrio da Câmara Municipal do Funchal, inspirada no tema 'Recursos Marítimos', no âmbito do projecto educativo do MFF.
A edição deste ano do MFF integra ainda um novo projecto direccionado aos estudantes de três escolas da Madeira e que visou a realização de curtas-metragens (documentários ou ficção experimental) sobre as características do Oceano da Região. Projecto que contou com a colaboração da Estação de Biologia Marinha do Funchal e de dois realizadores da CalArts, Chris Peters e Theron Patterson.
O Festival inclui além dos filmes, exposição de fotografias, concertos, painéis e workshops, um projecto educativo e um programa social, assim como uma vertente solidária, que apoia a Fundação do Gil.
A internacionalização do Festival continua a ser uma aposta, graças à ligação que o MFF desenvolveu, desde a 1.ª edição, com alguns festivais nos EUA, com o apoio da embaixada americana em Portugal, através do embaixador, Allan J. Katz, um dos convidados de honra da 1.ª edição do MFF.
É por isso que vão deslocar-se à Madeira alguns realizadores, para apresentar os seus filmes e participar em workshops.
A Associação Cultural e Educacional 'Creative Madeira' dá o impulso necessário à digressão internacional, 'Madeira Film Festival on the Road'.
Na digressão, está agendada, para setembro, em Los Angeles, uma passagem pela California Institute of Arts [CalArts], considerada uma das dez melhores escolas de cinema do mundo pela revista norte-americana Hollywood Reporter, em 2011 e 2012.
Ainda em data por determinar está também aberta a possibilidade de exibição das "curtas" na Georgetown University, em Washington, e durante as comemorações do centenário da cidade de New Bedford, em agosto.
Recorde-se que a edição de 2014 do MFF foi oficialmente apresentado a 19 de Março último, em Lisboa, no Double Tree by Hilton - Fontana Park Hotel, com a presença de Dom Duarte Pio, Duque de Bragança. O Festival tem o “alto patrocínio" de Dom Duarte Pio, Duque de Bragança.
Nas edições anteriores, passaram pelo Festival várias personalidades nacionais e internacionais, como Maria de Medeiros, Joaquim de Almeida, Nicolau Breyner, bem como realizadores e personalidades de várias nacionalidades, como Kyle Eastwood, filho do famoso actor Clint Eastwood, músico de jazz e que estudou Realização antes de embarcar numa carreira musical.

Marítimo desagradado com ausência de Danilo Dias; jogador invoca problemas de saúde do filho


Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

Danilo Dias foi inicialmente convocado para o decisivo jogo do Marítimo B desta quarta-feira com o Sporting B, mas depois foi retirado da convocatória por Pedro Martins. O jogador alega que tem uma consulta médica importante do filho, embora assuma que a direção do Marítimo não terá gostado da decisão.

É um caso pouco frequente no futebol. No final do jogo com a Académica, Pedro Martins anunciou a Danilo Dias que este iria ser convocado para o importante jogo do Marítimo B com Sporting B marcado para esta quarta-feira, à semelhança, aliás, de outros jogadores do plantel principal.

A verdade é que esta terça-feira, o nome do avançado, afinal, não constava na lista dos eleitos. A explicação foi dada pelo próprio jogador ao Domínio Público.

«Eu realmente fui convocado pra ir a equipa B depois do nosso jogo contra a Acadêmica mas já tinha um exame de coração do meu filho de seis meses agendado para esta quarta às 12:30 horas desde o dia 8 de Março. Por isso pedi para não ir», começou por explicar Danilo Dias, reconhecendo que a ausência não terá sido bem recebida pela direção do Marítimo.

«Acredito que eles possam não ter gostado mas a saúde do meu filho está dependente deste exame!Eles não entenderam que já tinha isto marcado para uma semana que não haveria jogo do plantel principal», esclareceu o jogador.

Danilo Dias garante que em 3 anos e 9 meses de Marítimo sempre foi profissional e que não seria agora, a pouco tempo do final de contrato, que iria mudar a atitude.
«Agora, sou um ser humano e pai. Jamais em todo este tempo em neguei alguma coisa. Já joguei com dores e sempre fui profissional! Sempre estive e estarei à disposição quando quiserem até quando tiver contrato.»

Com o aval de Pedro Martins
A verdade é que a ausência de Danilo Dias do jogo desta quarta-feira teve o aval de Pedro Martins que o retirou da lista de convocados onde constam nomes como Rúben Ferreira, Alex Soares, Nuno Rocha e Fidélis. «Espero também que o mister Pedro Martins tenha entendido mesmo as minhas explicações, tal como me disse que tinha entendido.»

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Paulo Fonseca é o desejado para treinar o Marítimo na próxima época


Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

Paulo Fonseca é o desejado pelo Marítimo para treinar a equipa principal em 2014/2015, apurou o Domínio Público. Ex-treinador do FC Porto está neste momento sem clube.

Paulo Fonseca para render Pedro Martins. É esta a grande vontade da direção do Marítimo para a nova temporada. Com 41 anos, o antigo treinador do FC Porto, sabe o Domínio Público, tem o perfil desejado por Carlos Pereira para orientar a equipa principal em 2004/2015 e ao mesmo tempo ser o responsável técnico por todo futebol verde-rubro, com máximas responsabilidades pela equipa B.

Fonseca, que, curiosamente, já foi jogador do Marítimo em 1997/98, conseguiu, como treinador, uma classificação histórica em 2012/2013, ao serviço do Paços de Ferreira, um terceiro lugar que levou o clube da Mata Real a disputar o play-off da Liga dos Campeões, tendo medido forças com o Zenit.

O trabalho feito no Paços de Ferreira levou Paulo Fonseca a ser contratado pelo FC Porto no início da atual época, tendo conquistado um título no primeiro jogo, a Supertaça Cândido de Oliveira, depois de ter vencido o Vitória de Guimarães.

Porém, a má época do FC Porto em várias frentes levou a direção liderada por Pinto da Costa a despedir Paulo Fonseca no último mês de Março, estando agora o técnico sem clube.

Fonseca é o desejado pelo Marítimo, mas uma das dificuldades para a contratação poderá ser um possível elevado salário. Por outro lado, a grande vontade que o técnico natural de Moçambique tem em relançar a carreira, depois da temporada complicada no FC Porto, e o facto de já conhecer o Marítimo, são fatores que poderão também pesar a favor do clube verde-rubro para conseguir a contratação de Paulo Fonseca.

sábado, 19 de abril de 2014

Fellype Gabriel gostava de voltar a jogar no Nacional




Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

Fellype Gabriel, internacional pelo Brasil em sub-20, com presença no Mundial do escalão em 2005, foi um dos melhores médios de sempre que passaram pelo Nacional. Dono de uma técnica ao alcance de poucos e com grande criatividade e visão de jogo, o brasileiro formado no Flamengo, que agora joga no Al Sharjah, dos Emirados Árabes Unidos, deixou saudades na Choupana, embora só tenha estado uma época na Madeira. Fellype falou em exclusivo ao Domínio Público, e confessou que gostava de voltar jogar em Portugal, de preferência...no Nacional.

Esteve apenas uma época na Madeira, no Nacional, em 2007/2008, mas acabou por deixar marca pela qualidade que demonstrou dentro de campo. Como foi a experiência?

- A experiência foi maravilhosa, vivi muito bem na ilha e profissionalmente cresci muito jogando aí, ainda mais sendo a minha primeira vez fora do Brasil.

- Hoje, os adeptos do Nacional ainda o lembram como um dos melhores médios de sempre que passaram pelo clube. Como se sente nesse papel?

- Fico muito feliz com essa notícia, pois foi maravilhoso o ano que passei aí. Sempre fui muito bem recebido por todos no clube.

-Ainda tem amigos na Madeira?

- Tenho amigos, sim. O Patacas, que atualmente é diretor desportivo do clube, jogou comigo, tem o Kayke (jogamos juntos no flamengo), o Gottardi e o Jaime (jogamos juntos na Portuguesa) e ainda o Diego Barcelos (jogamos juntos em alguns escalões da da seleção brasileira.)


Seleção do Brasil de sub-20 no Mundial de 2005
- Costuma acompanhar o campeonato do clube?
 - Estou sempre acompanhando sim, pois sempre acompanho as equipas por onde passei e onde deixei grandes amigos.

- O que é que está a achar desta época?

- Estou muito feliz com os resultados desta época, pois o Nacional está em quinto lugar e deve conseguir a vaga na Liga Europa.

- Que mensagem deixa aos adeptos do Nacional?

- Agradeço o carinho que sempre tiveram comigo e fico feliz de ainda ser lembrado pelo que fiz. Estou sempre a torcer por vocês. Um grande abraço a todos os adeptos do Nacional e fiquem sabendo que estou sempre acompanhando os acontecimentos do clube.

NACIONAL FOI O ÚNICO CLUBE NA EUROPA

- O Nacional acabou por ser o único clube europeu onde jogou. Tendo em conta a sua qualidade e que o sonho de todos os jogadores brasileiros passa por jogar na Europa, porque é que acha que não teve mais oportunidades em clubes europeus?

- Eu fiz uma grande temporada aí mas lesionei-me o joelho e isso atrapalhou um pouco a possibilidade de poder continuar na Europa. Na altura ainda tinha contrato com o Flamengo e dificilmente algum clube pagaria a minha "multa" pois tinha passado por uma cirurgia. O Nacional queria que eu continuasse mas o Flamengo não aceitou me libertar para novo empréstimo.

- O Fellype já jogou no Brasil, em Portugal, no Japão, e agora está nos Emirados Árabes Unidos, numa realidade bem diferente de todas as outras em termos culturais...

- Sim, são culturas bem diferentes, principalmente no Japão e nos Emirados Árabes. Mas consigo me adaptar bem por onde eu passo. É claro que Brasil e Portugal já são sítios muito parecidos.

- Com 28 anos, qual é a sua ambição no futebol?

- Quero continuar a ganhar títulos, conquistar os objetivos do clube e dar uma qualidade de vida boa para minha família.

- Gostava de voltar a jogar em Portugal?

- Seria um prazer voltar um dia, pois fui muito feliz aí em Portugal e adorei o País!

- Via-se a voltar a representar o Nacional mais uma vez?

- Foi como falei. Fui muito bem recebido no Nacional desde a hora que cheguei até a hora de ir embora, por isso nunca se sabe o que vai acontecer mais para frente, mas se não for jogar por aí, ainda volto para visitar Portugal.

Ivo Vieira não é hipótese; experiência será o principal atributo para treinar o Marítimo

Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

Ivo Vieira não é possibilidade para treinar a equipa principal do Marítimo, sabe o Domínio Público. Treinador da equipa B não se enquadra no perfil traçado pela direção verde-rubra.

O presidente do Marítimo disse na última quinta-feira que o novo treinador verde-rubro terá de apostar na formação e que o perfil seria um perfil de vitória. Ora, a juntar a estes atributos, o Domínio Público acrescenta experiência. E experiência é mesmo o grande atributo para o próximo treinador verde-rubro.

Segundo apurámos, a ideia de Carlos Pereira passa por contrariar a tendência recente de apostar em jovens treinadores ainda com pouca "bagagem" como treinadores principais em clubes da principal divisão do futebol português. Veja-se, por exemplo, os últimos dois casos. Mitchell Van Der Gaag, que passou da equipa B para a principal sem nunca antes ter treinado na Liga, e, mais recentemente, o exemplo de Pedro Martins que chegou também para treinar a equipa B, tendo depois transitado para a principal. Martins que antes da equipa B também nunca tinha treinado na Liga.

APOSTA FORTE NA NOVA EQUIPA TÉCNICA

O facto de o Marítimo estar há duas épocas sem conseguir o apuramento para as competições europeias vai também levar o clube a ter de apostar forte num treinador mais experiente, embora neste campo terá sempre de haver o respetivo equilíbrio financeiro já que os tempos atuais são de dificuldades e a experiência, por regra, terá sempre de ser devidamente compensada financeiramente.

Neste sentido, Ivo Vieira, atual treinador da equipa B verde-rubra, não será possibilidade para suceder a Pedro Martins, contrariando, assim, a tendência das últimas seis épocas, isto apesar do treinador madeirense já ter treinado o Nacional na Liga, embora por pouco tempo.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Artur e Danilo Dias estão de saída do Marítimo

Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

Artur e Danilo Dias terminam o contrato e estão de saída do Marítimo, sabe o Domínio Público.

É uma restruturação significativa no plantel, principalmente no ataque. Depois da saída de Sami, já confirmada pelo Domínio Público, surgem agora outras confirmações: Danilo Dias e Artur vão também sair do Marítimo.
No caso de Danilo Dias, apesar de em Janeiro ter vindo a público a forte possibilidade de o avançado abandonar o clube no final da época, a verdade é que depois disso o brasileiro voltou a ser opção e somou muitos mais minutos no campeonato, situação que, segundo apurámos, não inverteu a decisão da direção em prescindir dos serviços do extremo de 28 anos no final desta temporada.

Danilo continua a ser um dos jogadores preferidos dos adeptos do Marítimo, embora o rendimento em campo nas últimas duas épocas tenha estado muito longe do esperado, isto depois da temporada brilhante realizada em 2011/2012, que culminou com o último apuramento europeu do clube verde-rubro. Danilo Dias está no Marítimo há quatro épocas.

ARTUR SEM FAZER A DIFERENÇA NAS DUAS POSIÇÕES
Já Artur também está de saída. O extremo termina agora o contrato e não irá, sabe o Domínio Público, receber uma proposta de renovação. O português esteve emprestado aos verde-rubros na época passada pelos ucranianos do Chornomorets, tendo assinado, no início da época, um contrato válido por uma temporada.

Apesar de ter feito muitos jogos, Artur nunca desequilibrou como era esperado que desequilibrasse, tendo muitas vezes jogado fora de posição (ora a médio centro, ora a extremo), sem que nunca tivesse feito a diferença em qualquer uma das posições.

Quer Artur, quer Danilo Dias, quer Sami (neste caso havia interesse do Marítimo na continuidade) são todos atacantes e deixam, assim, o setor a precisar muito de ser reforçado para 2014/2015.

'Cegos': do Funchal para Nova Iorque



‘Cegos’ nas ruas da capital madeirense. Homens e mulheres trajados de empresários com o rosto vendado percorreram as ruas do Funchal, numa performance inspirada pela parábola de Cristo e por uma pintura de Pieter Bruegel.

 Por PATRÍCIA GASPAR
“Deve ser uma crítica aos que nos andam a roubar o dinheiro. Deus que me perdoe… parecem mortos-vivos”, arriscava um homem na casa dos 60 anos. “Não, isto deve ser um protesto contra as barreiras físicas?”, Retorquia-lhe uma jovem em tom  assertivo. Os palpites multiplicaram-se, esta tarde,  à passagem da performance ‘Os Cegos’ pelas ruas da capital madeirense.
Para Henrique Amoedo, estava cumprido o objectivo da intervenção artística que juntou dezenas de pessoas, numa Quinta-feira Santa de pouco sol.. “Queremos mexer com o ambiente. Fazer com que as pessoas olhem para o que vêm todos os dias de outra forma”, explicou o director artístico do Grupo Dançando com a Diferença.
Henrique Amoedo desassocia qualquer mensagem política da performance mundial que vai percorrer 28 cidades do Brasil e grandes metrópoles internacionais, como sejam Nova Iorque, Berlim e Roterdão.
Denominada “Performance Intervenção Urbana – Cegos“, a intervenção artística que percorreu as ruas do Funchal, esta tarde, nasceu pelas mãos dos professores Marcos Bulhões e Marcelo Denny do Laboratório de Práticas Performativas da USP e chegou à Madeira através do responsável pelo Grupo Dançando com a Diferença.
A expressão artística inspirou-se em duas perguntas atribuídas a Jesus e registadas pelo Evangelho de  Mateus que deu origem, em 1568, ao quadro ‘A parábola dos cegos’, do pintor holandês Pieter Bruegel. A resposta de Bruegel para as perguntas de Jesus foi: “Um cego não pode guiar o outro”. Mas, não foi assim que aconteceu hoje à tarde, quando um invisual guiou dezenas de pessoas pela cidade.
“A interpretação da arte está em quem a vê… Pode-se pensar em barreiras físicas, na cegueira literal, até em obstáculos económicos: a mensagem está nos olhos de quem vê”, insistiu Henrique Amoedo, à passagem dos artistas.
 
Seja qual for a interpretação da performance ‘Os cegos’, certo é que o evento atraiu a atenção de muitos turistas, num dia de fraca oferta cultural e com a maioria das lojas e dos museus a optar por fechar portas.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Makelele é alvo do Marítimo para a próxima época




Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

Makelele, médio centro da Académica, é um alvo do Marítimo para a próxima época, apurou o Domínio Público. Jogador, de 29 anos, está em final de contrato.

O Marítimo está interessado em Makelele, médio da Académica que termina o contrato com os estudantes no final desta época.

A falta de experiência no meio-campo foi um dos problemas do Marítimo esta época - a maioria dos médios do plantel são muito jovens - e o médio centro de 29 anos, que joga habitualmente na posição 8, mas também como trinco, é visto pelo clube verde-rubro, sabe o Domínio Público, como o jogador ideal para colmatar essa carência que foi evidente com a saída de Rafael Miranda na temporada anterior.

Em declarações ao Domínio Público o empresário de Makelele, Nelson Almeida, deixou antever que o jogador pode mesmo estar de saída da Académica.
«Ainda ninguém do Marítimo falou comigo sobre o Makelele, mas estamos disponíveis a ouvir, caso surja uma proposta», começou por clarificar o agente, assumindo que o médio brasileiro tem também clubes interessados no estrangeiro:
«Temos algumas perspetivas lá fora, mas vamos esperar para ver. O Makelele gosta de estar em Portugal...Veremos o que acontece.»

TITULAR INDISCUTÍVEL NA ACADÉMICA
Leandro dos Santos de Jesus, mais conhecido por Makelele, chegou à Académica na época passada, naquela que foi a primeira experiência do jogador fora do Brasil onde representou clubes como o Santo André, o Palmeiras, o Grémio, o Coritiba e o ABC.

Na Académica, em 2012/2013, fez 39 jogos, cinco dos quais para a Liga Europa, e esta temporada Makelele é na mesma um titular indiscutível, tendo cumprido até agora 24 jogos a titular, na equipa de Sérgio Conceição.

Curiosamente, no próximo sábado, Makelele vai estar na Madeira mas em representação da Académica que vai medir forças com o Marítimo no Estádio dos Barreiros, a partir das 16 horas.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Sami está de saída do Marítimo depois de cinco épocas na Madeira



Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

Sami está de saída do Marítimo no final da época, sabe o Domínio Público. O extremo guineense esteve cinco épocas no clube verde-rubro.

O contrato com o novo clube, apurou o Domínio Público, foi assinado no final do último mês de Março, logo depois da deslocação do Marítimo a Barcelos para defrontar o Gil Vicente. Após o jogo o avançado (devidamente autorizado pelo clube) não viajou com a restante equipa de regresso à Madeira tendo então se comprometido com o novo clube.

Embora não conhecendo o destino de Sami, o Domínio Público sabe que o novo contrato do guineense é muito mais vantajoso financeiramente do que aquele que tinha no clube verde-rubro, sendo que o destino do jogador representa também um aliciante desafio em termos desportivos na carreira do guineense.

A saída de Sami confirma a notícia avançada pelo Domínio Público no último mês de Janeiro que dava conta da forte probabilidade de o avançado sair do Marítimo no final desta época.

EM ALTA EM 2011/2012

Sami, 25 anos, foi goleador na equipa de juniores do Benfica, tendo mesmo sido o melhor marcador no final de uma época mas em 2007 saiu do clube encarnado. Seguiu para o Elétrico e para o Desportivo das Aves. Em 2009 chegou à Madeira e depois de uma temporada no Marítimo B Sami foi emprestado ao Fátima. No regresso, em 2011, foi aposta segura de Pedro Martins para a equipa principal de onde nunca mais saiu.

As melhores épocas de verde-rubro ao peito foram em 2011/2012, com 34 jogos efetuados e seis golos marcados, e em 2012/2013, com 43 jogos realizados e igualmente seis golos marcados.
Esta temporada, Sami só por uma vez conseguiu marcar até agora, mas tem sido um elemento importante para a equipa, tendo feito até agora 20 jogos a titular na Liga.

domingo, 13 de abril de 2014

Pedro Martins com futuro indefinido no Marítimo



Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

O Domínio Público sabe que a direção do Marítimo ainda não apresentou uma proposta de renovação do contrato a Pedro Martins. O futuro do treinador está, por agora, indefinido.

A derrota com o Nacional por 2-0 afastou de vez o Marítimo de um possível lugar nas competições europeias e a próxima época vai agora começar a ser preparada com maior intensidade. A direção verde-rubra tem vindo a preparar o futuro em parceria com a atual equipa técnica, mas a verdade é que o futuro de Pedro Martins ainda não está definido.

O Domínio Público apurou que Carlos Pereira ainda não apresentou uma proposta de renovação do contrato a Pedro Martins, reinando, assim, a indefinição em relação ao comando da equipa na próxima temporada, quer na questão do treinador, quer também no que respeita aos adjuntos.

Importante é também perceber até que ponto é que o próprio Pedro Martins estará com motivação suficiente para continuar no clube depois de ter falhado o objetivo durante duas épocas consecutivas, sendo que durante esta temporada por duas vezes terá hesitado no cargo, primeiro depois da derrota caseira frente ao Estoril, à qual se seguiu um voto de confiança da direção, e um mês depois - tal como o Domínio Público avançou na altura - Pedro Martins chegou mesmo a equacionar pôr o lugar à disposição caso o Marítimo não conseguisse levar de vencida o Gil Vicente nos Barreiros,  o que acabou por acontecer, com uma vitória dos verde-rubros por 3-2.

UMA VEZ NA EUROPA EM QUATRO TENTATIVAS
Recorde-se que em quatro épocas no Marítimo, só por uma vez é que Pedro Martins conseguiu levar o Marítimo à Liga Europa, em 2012/2013, quando os verde-rubros terminaram o campeonato em quinto lugar com 50 pontos. Fez um 9º lugar, com 35 pontos, e um 10º lugar, com 38 pontos.

A três jornadas do fim, o Marítimo é agora 8º classificado com 34 pontos, estando a sete pontos do 5º classificado e assim sem hipóteses de chegar a um lugar de acesso às competições europeias, embora matematicamente ainda seja possível.

sábado, 12 de abril de 2014

Campeonato Regional de Clubes em natação cancelado por falta de...clubes


Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

Campeonato Regional de Clubes, em natação, ia realizar-se de 10 a 13 deste mês, no Complexo de Piscinas da Penteada, mas a prova foi cancelada por falta de clubes participantes. O Nacional era a única coletividade disponível para competir.

O Nacional está revoltado com o cancelamento do Campeonato Regional de Clubes, em natação.
«A prova foi marcada em Outubro e com o acordo dos clubes! Andam a brincar com os atletas que se preparam exclusivamente para esta prova pois "sabem" que não conseguem ganhar como aconteceu no ano passado», lamentou o coordenador da natação alvi-negra, Nuno Franco, criticando, essencialmente, o Clube Naval do Funchal.

Para o responsável do Nacional, o Naval «não tem desculpas» para não estar neste campeonato que este ano ia realizar-se pela primeira vez em todos os escalões. «Eles têm piscina própria e atletas!» Quanto ao Marítimo, Nuno Franco reconhece que «tem uma equipa limitada» e recorda que os verde-rubros «não têm uma equipa feminina», embora tenham uma equipa masculina e «um grande nadador.»

Este ano, com a ausência da realização do Campeonato Nacional de Seniores por decisão da federação, a Associação de Natação da Madeira criou, em parceria com os clubes, o Campeonato Regional de Clubes. Nuno Franco diz que este cancelamento veio retirar motivação aos seniores para continuarem a treinar.

Naval «só competia com os melhores»
O Clube Naval do Funchal justifica a ausência do Regional de Clubes com a falta de alguns elementos. «Houve algumas contingências e alguns elementos da equipa principal que não estão na Região e não fazia sentido competir sem ser com os melhores. É pena, mas é a realidade!», confessou o coordenador da natação navalista, André Cunha, assegurando que o clube ia estar representado nas provas complementares.

Já o Marítimo lembrou que em substituição ao Regional de Clubes decorre no mesmo local o "Torneio Francisco Rodrigues de Sousa" com um regulamento distinto da outra competição.
«Nenhum clube vai participar no Regional de Clubes porque a prova foi cancelada», constatou a coordenadora da natação verde-rubra, Mercês Costa.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Tribunal de Contas sanciona APRAM por não cobrar taxas ao Centro Logístico

A CLCM, instalada desde 2005 no Caniçal, deixou de pagar taxas pela ocupação de área portuária desde Outubro de 2007. A dívida está contabilizada em 1,3 milhões mas o caso está em tribunal arbitral.
 
Por EMANUEL SILVA
O Tribunal de Contas (TC) sanciona os ex-administradores dos portos da Madeira (equipa liderada por João Reis) pela não efetivação da cobrança das taxas de uso privativo em dívida devidas pela Companhia Logística de Combustíveis da Madeira (CLCM), no valor total de 1.239.560,00€ (apenas até Junho de 2013).
O anterior conselho de administração dos portos incorre em responsabilidade sancionatória e reintegratória. Ou seja, multa e eventual devolução de verbas.
A síntese decorre de um relatório hoje divulgado que expõe os resultados da auditoria de seguimento destinada a “Avaliar o grau de acatamento da recomendação n.º 3 formulada no relatório n.º 01/2010 à APRAM, S.A.”, em conformidade com o previsto no Programa de Fiscalização do Tribunal de Contas para 2013.
Segundo o relatório, a APRAM não acatou a recomendação formulada em 2011 para a promoção da cobrança das taxas de uso privativo em dívida devidas pela CLCM. Taxas devidas desde Janeiro de 2005, altura em que foi assinado o contrato com a CLCM em que esta se comprometeria a pagar 17.700 euros mensais pela utilização de uma parcela de terreno no terminal marítimo do Caniçal.
Ora, em Outubro de 2007, a CLCM deixou de pagar a taxa alegando que o acordado era para uma taxa anual e não mensal. Em, Agosto de 2010, Guilherme Silva foi nomeado 'conciliador' mas não houve conciliação possível. A 20 de Março de 2013, as partes ainda não tinham chegado a acordo na nomeação do árbitro uma vez que o conflito contratual foi remetido para Tribunal Arbitral.
Já a outra recomendação do TC formulada em 2011 tinha a ver com a promoção da cobrança das taxas de uso privativo em dívida devidas pela empresa que explorou o 'Vagrant' no valor global superior a 250 mil euros. Uma vez que, a 4 de Outubro de 2012, a APRAM notificou a empresa, o TC considerou que a recomendação foi acatada.

Marítimo partiu mais vezes em vantagem antes de um dérbi na Choupana


Por SÉRGIO FREITAS TEIXEIRA

Só em 5 dos 15 dérbis na Choupana é que o Nacional partiu para o jogo com vantagem pontual sobre o Marítimo. Verde-rubros foram 9 vezes em vantagem para defrontar o rival em sua casa.

O Marítimo partiu mais vezes em vantagem antes de um dérbi realizado na Choupana. Ou seja, mesmo só tendo vencido duas vezes em jogos referentes à Liga, os verde-rubros chegaram quase sempre ao terreno do adversário em vantagem pontual, o que não acontece esta época.

Os verde-rubros foram nove vezes em vantagem para defrontar o rival em sua casa, sendo que os alvi-negros só por cinco vezes partiram para o dérbi na Choupana com mais pontos do que o adversário. Esta temporada é um exemplo disso, com a equipa de Manuel Machado a ter quatro pontos a mais.

Em 2010/2011, o Nacional estava oito pontos à frente do Marítimo antes de partir para o dérbi na Choupana, em 2008/2009 tinha mais dois pontos, em 2005/2006 mais 12, e, por fim, em 1988/1989 tinha mais 4.

Ao invés, desde Novembro de 2010, ou seja, há três anos e meio que o Marítimo não partia em desvantagem pontual sobre o Nacional antes da deslocação ao Estádio da Madeira. Na época passada, a equipa de Pedro Martins estava três pontos à frente antes do jogo (no fim os rivais ficaram com os mesmos pontos porque o Nacional venceu por 2-1) e na temporada anterior, também com Pedro Martins no comando, o Marítimo subiu à Choupana com 11 pontos a mais em relação ao rival. O resultado do jogo foi um empate a duas bolas.

Curiosamente, em território alvi-negro para a Liga só por uma vez é que os rivais partiram empatados para o jogo, o que aconteceu em 1990/1991.